A condição crítica caracterizada pelo elevado gasto energético associado à reduzida ingestão
calórica pode comprometer tanto o desempenho atlético quanto a saúde geral dos atletas,
sendo denominada Síndrome da Deficiência Relativa de Energia no Esporte (RED-S). Por
isso, tem-se estudados a relação entre hábitos alimentares inadequados como um fator de
desenvolvimento da síndrome, mesmo na ausência de transtornos alimentares diagnosticados.
Diante disso, este estudo objetivou, por meio de uma revisão sistemática, relacionar o
desenvolvimento da síndrome com os hábitos alimentares. A pesquisa ocorreu por meio da
busca de indexados nas bases de dados PubMed, BVS e Science direct, usando os descritores
selecionados a partir do Medical Subject Heading (MeSH) e Descritores em Ciências da Saúde
(DeCS): : "Eating behavior" AND "Relative Energy Deficiency in Sport". Foram selecionados
7 artigos contemplando 483 atletas que praticavam modalidades caracterizadas como
endurance e a avaliação do consumo calórico. Foi possível observar que maioria dos atletas
não atingem as demandas energéticas exigidas pelo treinamento, sendo a baixa ingestão
calórica causada por fatores como voluntários e involuntários. Isso pode desencadear
alterações hormonais (leptina, T3, cortisol), distúrbios menstruais, redução da densidade óssea
e taxa metabólica basal. Destaca-se também os riscos de fadiga precoce, lesões, infecções e
disfunções gastrointestinais e neurocognitivas. Diante disso, a observação dos estudos
refornçam a necessidade educação alimentar e nutricional, sendo ela essencial para capacitar
atletas, treinadores e equipes sem suporte nutricional a reconhecerem os impactos da
alimentação na saúde e desempenho.