A alimentação desempenha um papel crucial no desenvolvimento das crianças com TEA
que frequentemente apresentam seletividade alimentar devido à fatores sensoriais. Isso
pode resultar em deficiências nutricionais e problemas gastrointestinais. O Transtorno do
Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento que impacta a
comunicação e interação social, com uma prevalência global de cerca de 1%, sendo mais
comum em meninos do que em meninas. Fatores genéticos e ambientais estão
associados à sua origem, e intervenções precoces podem melhorar a qualidade de vida
das crianças diagnosticadas. O presente estudo trata-se de uma revisão sistemática da
literatura, com levantamento bibliográfico realizado na base de dados PubMed, Scielo e
Science Direct. As palavras-chaves utilizadas foram: Autismo, Seletividade Alimentar,
Crianças, Transtorno O objetivo deste estudo é compreender a relação entre o
Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a seletividade alimentar, analisando os
impactos nutricionais e as possíveis intervenções para melhorar a qualidade de vida das
crianças com TEA. Estudos mostram que crianças com esse transtorno tendem a
consumir menos frutas e vegetais, o que pode levar a complicações metabólicas. Os
achados demonstram que, apesar das limitações no número de profissionais, o
acompanhamento nutricional contribuiu positivamente para a saúde alimentar de
crianças com TEA, com avanços como maior aceitação de novos alimentos e redução de
comportamentos desafiadores. Contudo, a seletividade alimentar e a tendência ao
sobrepeso ainda persistem. Terapias complementares, como o uso de CBD, mostraramse promissoras, mas exigem mais estudos para comprovar eficácia a longo