A relação entre alimentação saudável, desempenho e produtividade no ambiente de
trabalho tem despertado crescente interesse. Este estudo teve como objetivo geral
revisar a literatura existente sobre o impacto da alimentação saudável no
desempenho e produtividade dos funcionários, e identificar estratégias eficazes que
as empresas podem implementar para promover hábitos alimentares saudáveis. Para tal, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases de
dados SciELO, Google Acadêmico e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando
artigos dos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra. A análise dos estudos revelou
um consenso sobre a influência positiva da alimentação adequada na saúde e no
desempenho laboral. No entanto, evidenciou-se que o estado nutricional de muitos
trabalhadores é inadequado, com prevalência de sobrepeso e obesidade,
impactando negativamente a produtividade e aumentando o risco de Doenças
Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Programas como o Programa de
Alimentação do Trabalhador (PAT) são considerados cruciais, mas enfrentam
desafios significativos em sua implementação, como a inadequação nutricional dos
cardápios oferecidos e a baixa adesão aos parâmetros recomendados.
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Frequentemente, há uma desconexão entre os objetivos do PAT e sua aplicação
prática, questionando-se o foco principal do programa. Conclui-se que a promoção
da alimentação saudável no trabalho exige uma abordagem holística, que
transcenda a simples oferta de refeições, englobando monitoramento rigoroso da
qualidade nutricional, investimento em educação alimentar e nutricional, e a criação
de uma cultura organizacional que valorize e facilite escolhas conscientes, visando
ganhos reais em saúde, bem-estar e produtividade.