A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das doenças crônicas não transmissíveis mais
frequentes em todo o mundo e, apesar de ser amplamente conhecida e tratável, ainda
representa uma das principais causas de complicações cardiovasculares e mortes evitáveis. A
atuação da enfermagem, nesses casos, é de extrema importância, pois o enfermeiro é, muitas
vezes, o primeiro profissional a acolher, avaliar e intervir junto ao paciente em sofrimento. A
relevância desta pesquisa está em fortalecer a visibilidade do enfermeiro como agente
fundamental na resposta imediata às crises hipertensivas, sobretudo nas unidades de pronto
atendimento. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo analisar os cuidados clínicos
realizados pela equipe de enfermagem em casos de emergência hipertensiva, com base em
evidências científicas. Ao reconhecer as práticas mais utilizadas e seus impactos no
atendimento, espera-se contribuir para uma assistência mais qualificada, humanizada e
resolutiva. Para tal, foi conduzida uma revisão integrativa da literatura, com buscas realizadas
nas bases de dados LILACS, BDENF, MEDLINE, SciELO e Google Scholar, resultando na
seleção e análise de cinco artigos relevantes, publicados na última década. A pesquisa mostra
que fatores como a complexidade dos esquemas terapêuticos, a baixa escolaridade dos
pacientes, as dificuldades no acesso aos serviços de saúde e a não compreensão das
orientações médicas tornam-se obstáculos frequentes. O enfermeiro, por meio de escuta ativa
e linguagem acessível, pode facilitar o vínculo terapêutico e ajudar o paciente a compreender
a importância da adesão medicamentosa. Cabe ao enfermeiro reconhecer os sinais de risco
cardiovascular e desenvolver estratégias personalizadas de orientação e cuidado. A educação
em saúde deve ser fortalecida nas consultas de rotina, com foco na mudança de hábitos, no
controle da pressão arterial e na adesão terapêutica. Os resultados obtidos e discutidos ao
longo deste estudo evidenciam que o cuidado clínico de enfermagem aos pacientes em
situações de emergência hipertensiva envolve muito mais do que a atuação pontual em
momentos de crise. Além disso, foi possível observar que, mesmo diante de quadros graves,
grande parte dos casos atendidos em pronto atendimento é estabilizada com medidas clínicas
básicas, o que evidencia a possibilidade de prevenir essas situações com ações antecipadas.
Isso reforça a importância da enfermagem na linha de frente, tanto da prevenção quanto da
intervenção.