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CUIDADOS CLÍNICOS DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES COM EMERGÊNCIAS HIPERTENSIVAS: Uma Revisão Integrativa.

Antonio Pereira De Souza

Luciano Moreira Alencar

Enfermagem

2025

Crises hipertensivas. Tratamento de Emergência. Protocolos Clínicos.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das doenças crônicas não transmissíveis mais frequentes em todo o mundo e, apesar de ser amplamente conhecida e tratável, ainda representa uma das principais causas de complicações cardiovasculares e mortes evitáveis. A atuação da enfermagem, nesses casos, é de extrema importância, pois o enfermeiro é, muitas vezes, o primeiro profissional a acolher, avaliar e intervir junto ao paciente em sofrimento. A relevância desta pesquisa está em fortalecer a visibilidade do enfermeiro como agente fundamental na resposta imediata às crises hipertensivas, sobretudo nas unidades de pronto atendimento. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo analisar os cuidados clínicos realizados pela equipe de enfermagem em casos de emergência hipertensiva, com base em evidências científicas. Ao reconhecer as práticas mais utilizadas e seus impactos no atendimento, espera-se contribuir para uma assistência mais qualificada, humanizada e resolutiva. Para tal, foi conduzida uma revisão integrativa da literatura, com buscas realizadas nas bases de dados LILACS, BDENF, MEDLINE, SciELO e Google Scholar, resultando na seleção e análise de cinco artigos relevantes, publicados na última década. A pesquisa mostra que fatores como a complexidade dos esquemas terapêuticos, a baixa escolaridade dos pacientes, as dificuldades no acesso aos serviços de saúde e a não compreensão das orientações médicas tornam-se obstáculos frequentes. O enfermeiro, por meio de escuta ativa e linguagem acessível, pode facilitar o vínculo terapêutico e ajudar o paciente a compreender a importância da adesão medicamentosa. Cabe ao enfermeiro reconhecer os sinais de risco cardiovascular e desenvolver estratégias personalizadas de orientação e cuidado. A educação em saúde deve ser fortalecida nas consultas de rotina, com foco na mudança de hábitos, no controle da pressão arterial e na adesão terapêutica. Os resultados obtidos e discutidos ao longo deste estudo evidenciam que o cuidado clínico de enfermagem aos pacientes em situações de emergência hipertensiva envolve muito mais do que a atuação pontual em momentos de crise. Além disso, foi possível observar que, mesmo diante de quadros graves, grande parte dos casos atendidos em pronto atendimento é estabilizada com medidas clínicas básicas, o que evidencia a possibilidade de prevenir essas situações com ações antecipadas. Isso reforça a importância da enfermagem na linha de frente, tanto da prevenção quanto da intervenção.