A publicidade de alimentos atua como um fator de influência significativo nos
hábitos alimentares, gerando crescente preocupação diante do atual cenário de
aumento da obesidade infantil. Este estudo teve como objetivo verificar, por meio de
uma revisão de literatura, como os discursos publicitários de fast-food e comidas não
saudáveis impactam as preferências alimentares de crianças e adolescentes. A
pesquisa bibliográfica foi realizada nas bases de dados PUBMED, SCIELO e LILACS,
com refinamento para artigos científicos publicados entre 2020 e 2025, resultando na
inclusão de 6 estudos para análise. Os resultados indicam uma exposição elevada e
onipresente do público jovem ao marketing de alimentos não saudáveis, com
destaque predominante para o fast-food. Essa exposição ocorre não apenas na
televisão, mas de forma intensa em plataformas digitais como YouTube, TikTok e
Instagram, utilizando estratégias persuasivas como o marketing de influência, música
e apelos à diversão. As análises apontam uma forte associação entre a exposição
publicitária e o desenvolvimento de atitudes e escolhas alimentares inadequadas.
Conclui-se que a publicidade atual é prejudicial à saúde infantil e adolescente e que
as autorregulamentações voluntárias da indústria são insuficientes, reforçando a
necessidade urgente de políticas públicas e regulamentações governamentais mais
rigorosas para proteger essa população vulnerável, especialmente no ambiente digital