O câncer do colo do útero é uma neoplasia de alta prevalência entre mulheres,
especialmente em países subdesenvolvidos, configurando um importante problema
de saúde pública. Diversos fatores influenciam a evolução da doença e a eficácia do
tratamento, incluindo o estado nutricional das pacientes. Este trabalho consiste em
uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, SciELO
e ScienceDirect, considerando publicações entre os anos de 2015 e 2025. Foram
selecionados quatro estudos que avaliaram a influência do estado nutricional no
tratamento de mulheres com câncer de colo do útero, destacando sua relação com a
resposta clínica, efeitos adversos e qualidade de vida. A análise dos estudos
selecionados evidenciou que tanto a desnutrição quanto o excesso de peso
comprometem a tolerância ao tratamento, impactam a resposta terapêutica e
influenciam a sobrevida das pacientes. A desnutrição está associada a maior
toxicidade, risco de interrupção do tratamento e pior prognóstico, enquanto o
sobrepeso e a obesidade podem favorecer processos inflamatórios crônicos. Conclui
se que a avaliação e o acompanhamento nutricional, realizados de forma contínua,
são fundamentais no manejo oncológico, contribuindo para a redução de
complicações, otimização do tratamento e promoção da qualidade de vida das
mulheres com câncer do colo do útero.