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A INFLUÊNCIA DA DIETA RESTRITA AO GLÚTEN E CASEÍNA NO COMPORTAMENTO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): REVISÃO INTEGRATIVA

Maria Clara Coelho e Silva

Ingrid Bezerra Bispo Noronha

Nutrição

2025

Caseína. Autismo. Glúten.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. Suas manifestações variam amplamente em intensidade, compondo um espectro, a alimentação, por exemplo, é um fator muito influenciado em indivíduos com TEA visto que a maioria das crianças com autismo possuem seletividade alimentar e se recusam a experimentar novos alimentos, sendo considerado um agravante para deficiências nutricionais Sendo assim, este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa de literatura, os efeitos da dieta restrita ao glúten e à caseína no comportamento de crianças com TEA. A pesquisa foi realizada entre agosto e dezembro de 2025, abrangendo estudos publicados entre 2015 e 2025. Para elaborar a pergunta norteadora, utilizou-se a estratégia PICO. A busca foi realizada nas bases LILACS, MEDLINE e PubMed utilizando os descritores combinados: “autism”, “gluten” e “caseina”. Os achados indicaram que a dieta gluten-free e casein-free (GFCF) pode contribuir para melhorias comportamentais em determinados grupos de crianças com TEA, incluindo redução de escores na Childhood Autism Rating Scale maior interação social e diminuição de comportamentos estereotipados. No entanto, alguns estudos também relataram efeitos adversos, como frustração e aumento de agressividade quando alimentos preferidos foram retirados da dieta. Além disso, observou-se que o perfil sensorial das crianças exerce influência direta sobre o comportamento alimentar, impactando a adesão e a resposta à intervenção nutricional. Os estudos analisados apontam que, embora a dieta restrita a glúten e caseína possa beneficiar subgrupos específicos de crianças com TEA, especialmente aquelas com alterações gastrointestinais ou 21 sensibilidades alimentares, sua adoção exige cautela, acompanhamento profissional e análise individualizada. Conclui-se que a dieta GFCF não deve ser considerada solução única, mas sim uma estratégia complementar dentro de um plano terapêutico multidisciplinar, garantindo segurança nutricional e promovendo o bem-estar integral da criança.