O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento
caracterizada por dificuldades na comunicação e interação social, além de padrões
restritos e repetitivos de comportamento. Suas manifestações variam amplamente em
intensidade, compondo um espectro, a alimentação, por exemplo, é um fator muito
influenciado em indivíduos com TEA visto que a maioria das crianças com autismo
possuem seletividade alimentar e se recusam a experimentar novos alimentos, sendo
considerado um agravante para deficiências nutricionais Sendo assim, este trabalho
teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa de literatura, os
efeitos da dieta restrita ao glúten e à caseína no comportamento de crianças com TEA.
A pesquisa foi realizada entre agosto e dezembro de 2025, abrangendo estudos
publicados entre 2015 e 2025. Para elaborar a pergunta norteadora, utilizou-se a
estratégia PICO. A busca foi realizada nas bases LILACS, MEDLINE e PubMed
utilizando os descritores combinados: “autism”, “gluten” e “caseina”. Os achados
indicaram que a dieta gluten-free e casein-free (GFCF) pode contribuir para melhorias
comportamentais em determinados grupos de crianças com TEA, incluindo redução
de escores na Childhood Autism Rating Scale maior interação social e diminuição de
comportamentos estereotipados. No entanto, alguns estudos também relataram
efeitos adversos, como frustração e aumento de agressividade quando alimentos
preferidos foram retirados da dieta. Além disso, observou-se que o perfil sensorial das
crianças exerce influência direta sobre o comportamento alimentar, impactando a
adesão e a resposta à intervenção nutricional. Os estudos analisados apontam que,
embora a dieta restrita a glúten e caseína possa beneficiar subgrupos específicos de
crianças com TEA, especialmente aquelas com alterações gastrointestinais ou
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sensibilidades alimentares, sua adoção exige cautela, acompanhamento profissional
e análise individualizada. Conclui-se que a dieta GFCF não deve ser considerada
solução única, mas sim uma estratégia complementar dentro de um plano terapêutico
multidisciplinar, garantindo segurança nutricional e promovendo o bem-estar integral
da criança.