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FISIOTERAPIA NOS CUIDADOS PALIATIVOS: Estratégias para Controle da Dor e Conforto Respiratório.

Cicera Tamiris Daniel Monte

Ana Lays Braga

Fisioterapia

2025

Cuidados Paliativos. Fisioterapia. Dor. Conforto Respiratório. Qualidade de Vida.

Os cuidados paliativos (CP) consistem em um conjunto de práticas e abordagens em saúde voltadas para a melhoria da qualidade de vida de pacientes com doenças que ameaçam a continuidade da vida, bem como de seus familiares. Essa assistência tem como foco a prevenção e o alívio do sofrimento. Dessa forma, a relevância desta pesquisa está associada ao aumento da longevidade populacional e à alta prevalência de doenças crônicas. Embora os avanços dos recursos terapêuticos tenham possibilitado o controle de diversas enfermidades, a cura nem sempre é alcançada. Diante disso, pacientes sem perspectiva curativa demandam cuidados voltados ao conforto e à promoção da qualidade de vida. O objetivo do presente estudo foi analisar a contribuição da fisioterapia nos cuidados paliativos através de estratégias para controle da dor e conforto respiratório em pacientes sob paliação. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados: LILACS, PubMed e SciELO, abrangendo artigos publicados entre 2021 a 2025, nos idiomas português, inglês ou espanhol. Foram selecionados estudos que exploraram as estratégias fisioterapêuticas aplicadas para o manejo da dor, conforto respiratório e qualidade de vida dos pacientes em cuidados paliativos. Os estudos avaliados evidenciaram que a associação de recursos como eletrotermofototerapia, terapia manual, cinesioterapia e práticas integrativas proporcionam analgesia significativa e redução da tensão muscular. No âmbito respiratório, observa-se que a ventilação não invasiva, a cânula nasal de alto fluxo e o posicionamento funcional são eficazes no manejo da dispneia e na otimização da ventilação. Conclui-se que a assistência fisioterapêutica nos cuidados paliativos é indispensável na equipe multidisciplinar, pois atua diretamente no controle da dor, no conforto respiratório e na preservação da funcionalidade e autonomia, assegurando dignidade ao paciente durante o processo de finitude.