A acne vulgar é uma doença inflamatória crônica que frequentemente resulta em cicatrizes
atróficas, afetando a aparência e autoestima dos pacientes. Dentre os recursos terapêuticos
disponíveis, o peeling de diamante (microdermoabrasão), destaca-se como técnica não invasiva
promovendo esfoliação mecânica controlada, estimulando a regeneração celular e a produção
de colágeno. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, a
eficácia do peeling de diamante no tratamento de cicatrizes atróficas de acne. A pesquisa incluiu
artigos publicados entre 2015 e 2025, nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS, utilizando
palavras chaves relacionados à acne, cicatrizes e microdermoabrasão. Dos 47 registros
inicialmente identificados, 6 estudos foram incluídos e analisados quanto a protocolos,
parâmetros de aplicação e resultados clínicos. Os achados indicam que a microdermoabrasão
melhora a textura e a coloração da pele, promovendo reorganização das fibras de colágeno,
principalmente em cicatrizes leves e moderadas. Resultados superiores foram observados
quando a técnica foi associada a peelings químicos, como ácido glicólico, evidenciando que
abordagens combinadas potencializam os efeitos terapêuticos. Embora métodos como o laser
fracionado de CO₂ sejam mais expressivos em cicatrizes profundas, o peeling de diamante se
mostrou seguro, bem tolerado e aplicável em diferentes fototipos, com efeitos adversos leves e
transitórios. Conclui-se que o peeling de diamante constitui uma alternativa eficaz, segura e
acessível para o tratamento de cicatrizes atróficas de acne, sendo especialmente indicado em
casos leves a moderados, reforçando sua relevância na prática dermatofuncional.