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MICRODERMOABRASÃO NO TRATAMENTO DE CICATRIZES ATRÓFICAS DE ACNE: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.

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Danilo Carvalho Rodrigues

Fisioterapia

2025

Acne vulgar. Cicatrizes atróficas. Peeling de diamante. Microdermoabrasão. Colágeno.

A acne vulgar é uma doença inflamatória crônica que frequentemente resulta em cicatrizes atróficas, afetando a aparência e autoestima dos pacientes. Dentre os recursos terapêuticos disponíveis, o peeling de diamante (microdermoabrasão), destaca-se como técnica não invasiva promovendo esfoliação mecânica controlada, estimulando a regeneração celular e a produção de colágeno. Este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, a eficácia do peeling de diamante no tratamento de cicatrizes atróficas de acne. A pesquisa incluiu artigos publicados entre 2015 e 2025, nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS, utilizando palavras chaves relacionados à acne, cicatrizes e microdermoabrasão. Dos 47 registros inicialmente identificados, 6 estudos foram incluídos e analisados quanto a protocolos, parâmetros de aplicação e resultados clínicos. Os achados indicam que a microdermoabrasão melhora a textura e a coloração da pele, promovendo reorganização das fibras de colágeno, principalmente em cicatrizes leves e moderadas. Resultados superiores foram observados quando a técnica foi associada a peelings químicos, como ácido glicólico, evidenciando que abordagens combinadas potencializam os efeitos terapêuticos. Embora métodos como o laser fracionado de CO₂ sejam mais expressivos em cicatrizes profundas, o peeling de diamante se mostrou seguro, bem tolerado e aplicável em diferentes fototipos, com efeitos adversos leves e transitórios. Conclui-se que o peeling de diamante constitui uma alternativa eficaz, segura e acessível para o tratamento de cicatrizes atróficas de acne, sendo especialmente indicado em casos leves a moderados, reforçando sua relevância na prática dermatofuncional.