A corrida de rua é uma prática amplamente difundida e associada a diversos benefícios para a
saúde. Entretanto, com o aumento no número de praticantes observa-se também um crescimento
na prevalência de lesões musculoesqueléticas entre praticantes. Este trabalho buscou identificar
por meio de uma revisão integrativa da literatura, as lesões musculoesqueléticas mais frequentes
em corredores de rua, além de apresentar os principais fatores associados à sua ocorrência. A
busca nas bases SciELO, BVS, LILACS, PubMed e Medline resultou em 129 estudos, dos quais
12 atenderam aos critérios de inclusão. Após leitura e categorização dos dados de acordo com
título, ano de publicação, autoria e principais conclusões dos autores, os dados foram
compilados e discutidos. A análise dos artigos selecionados permitiu identificar entre lesões
mais prevalentes destacam-se os comprometimentos de membro inferior, joelho é o local mais
frequentemente acometido por lesões, destaca-se também a síndrome do estresse tibial medial,
tendinopatia patelar, entorse de tornozelo e síndrome do trato iliotibial. Entre os fatores
predisponentes destacaram-se desequilíbrios musculares, sobrecarga mecânica, erros de
treinamento, alterações biomecânicas e uso inadequado de calçados. A literatura evidenciou
que avaliações biomecânicas, programas de fortalecimento específico e orientação adequada
reduzem significativamente o risco de lesões e promovem maior segurança e desempenho aos
corredores. Os achados reforçam que intervenções fisioterapêuticas direcionadas, incluindo
avaliações biomecânicas, orientação postural, prescrição de exercícios terapêuticos e estratégias
1 Discente do Curso Superior de fisioterapia Centro Universitário Paraiso Campus São Miguel e-mail:
Ezequiel@aluno.unifapce.edu.br
2 Docente do Curso Superior de fisioterapia Centro Universitário Paraiso Campus São Miguel. Mestre em
Desenvolvimento Regional Sustentável (UFC). e-mail: iderlania.sousa@fapce.edu.br
7
de prevenção, desempenham papel crucial na redução dos índices de lesões e na promoção de
uma prática esportiva mais segura. Conclui-se que a atuação fisioterapêutica é fundamental para
uma prática de corrida mais saudável e sustentável.