O traumatismo cranioencefálico (TCE) é caracterizado por alterações cerebrais a partir de um
uma força externa originada por qualquer dano sofrido pelo cérebro. Possui um prognóstico
complexo, o que reforça a importância da reabilitação e do uso de instrumentos de avaliação da
funcionalidade. O objetivo foi analisar, por meio de dados secundários, a funcionalidade de
pacientes pós-TCE a partir dos resultados da Escala de Fugl-Meyer e do Índice de Barthel.
Trata-se de um estudo quantitativo, documental, transversal, retrospectivo com análise de dados
secundários. No estudo base, os pacientes foram selecionados a partir do Serviço de Assistência
Domiciliar (SAD) da prefeitura de Juazeiro do Norte -CE, mediante critérios de elegibilidade,
e foram submetidos a instrumentos de avaliação funcional. Esta pesquisa, concentrou-se nas
escalas de Fugl-Meyer e Barthel. Foram obtidos 3 indivíduos na amostra final, homens e com
idade média de 45,6 anos. Na Escala de Glasgow, dois dos participantes (A1 e A3) obtiveram
15 pontos e outro (A2) obteve 10 pontos. Em Fugl-Meyer, o primeiro indivíduo (A1) foi o que
demonstrou melhor porcentagem de recuperação pós-TCE (98,67%), seguido por A3 (87,16%)
e A2 (55,30%). A1 limitou-se à dor leve e dificuldade motora mínima. Já A2, apresentou
prejuízos mais graves, como amplitude de movimento e sensibilidade reduzidas, equilíbrio
nulo, entre outros. Enquanto que A3 teve algumas restrições, mas não tão severo quanto A3.
No Índice de Barthel, A1 teve maior independência e os demais demonstraram dependência
quase completa. Em síntese, essas escalas demonstraram ser relevantes no pós-TCE. Contudo,
para pesquisas futuras, sugere-se uma avaliação da funcionalidade de maneira periódica.