A alimentação infantil exerce papel fundamental no crescimento, desenvolvimento e
formação dos hábitos alimentares que acompanham o indivíduo ao longo da vida.
Entretanto, o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados entre crianças tem
contribuído para mudanças importantes no padrão alimentar, favorecendo o
desenvolvimento da obesidade infantil e de outras complicações metabólicas. Diante
desse cenário, o presente trabalho teve como objetivo analisar o impacto do consumo
de alimentos ultraprocessados na infância e sua relação com o risco de obesidade
infantil. Trata-se de um estudo composto por uma revisão integrativa da literatura,
realizada a partir da análise de artigos científicos publicados em bases de dados
nacionais e internacionais. Foram selecionados estudos que abordaram a relação entre
o consumo de alimentos ultraprocessados e indicadores de excesso de peso, obesidade
e fatores cardiometabólicos em crianças. Os resultados evidenciaram que o consumo
frequente desses alimentos está associado ao aumento do índice de massa corporal,
maior percentual de gordura corporal, elevação da pressão arterial e maior risco de
desenvolvimento de obesidade infantil. Além disso, observou-se que a substituição de
alimentos ultraprocessados por alimentos in natura ou minimamente processados
contribui para melhores desfechos de saúde e redução dos fatores de risco
cardiometabólicos. Conclui-se que o elevado consumo de alimentos ultraprocessados
representa um importante fator de risco para a obesidade infantil, tornando necessária a
implementação de estratégias de educação alimentar e nutricional voltadas para
crianças, famílias e instituições de ensino, visando à promoção de hábitos alimentares
mais saudáveis desde os primeiros anos de vida.