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DISFUNÇÃO NA PRODUÇÃO DE INSULINA EM MULHERES PORTADORAS DE SÍNDROME DO OVÁRIO POLICÍSTICO: IMPLICAÇÕES METABÓLICAS E NUTRICIONAIS

Beatrice Xavier de França Maia Esmeraldo

Débora Thais Sampaio da Silva

Nutrição

2026

Síndrome do Ovário Policístico. Inositol. Resistência à Insulina.

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é uma endocrinopatia frequente em mulheres em idade reprodutiva, frequentemente associada à resistência à insulina, hiperandrogenismo e alterações metabólicas que comprometem a saúde e a qualidade de vida. Nesse contexto, o inositol tem sido investigado como uma alternativa terapêutica complementar devido ao seu papel na sinalização da insulina e na regulação metabólica. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre os efeitos da suplementação de inositol no manejo nutricional da SOP. Trata-se de uma revisão de literatura realizada nas bases de dados PubMed, SciELO, ScienceDirect e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores "síndrome do ovário policístico", "resistência à insulina" e "inositol", combinados pelo operador booleano AND. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, quatro estudos foram incluídos na análise. Os resultados demonstraram que a suplementação de inositol esteve associada à melhora da sensibilidade à insulina, redução da glicemia em jejum, melhora do perfil hormonal e lipídico, diminuição do índice de massa corporal, regularização do ciclo menstrual e redução de manifestações clínicas da síndrome, além de apresentar baixa incidência de efeitos adversos. Entretanto, observou-se heterogeneidade entre os protocolos utilizados e predominância da associação do inositol com outros compostos, dificultando a avaliação de seus efeitos isolados. Conclui-se que o inositol apresenta potencial como estratégia complementar no manejo nutricional da SOP, embora sejam necessários estudos clínicos com metodologias padronizadas para consolidar sua eficácia e definir protocolos de suplementação.